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Se por um lado a padronização das tomadas no Brasil vai trazer segurança aos consumidores deve gerar também muita dor de cabeça. O problema é que a norma valerá apenas para o Brasil e não de forma internacional. Com isso os fabricantes serão obrigados a operar com duas linhas de produção: uma para consumo interno e outra para exportação.
- O provável ainda é que muita gente acabe usando os adaptadores e nesse caso os riscos são os mesmos do sistema atual. O problema, como tudo no Brasil, é que foi feito com muita antecedência, mas nenhum planejamento – afirma o presidente da AGEI - Associação Gaúcha das Empresas de Instalação e Montagem, engenheiro Caio Flávio Meirelles. A entidade é parceira da ASBRAV – Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação.
Outro aspecto importante é a divisão em dois tipos de tomadas. Os pinos terão diâmetros diferenciados conforme a corrente elétrica de que o aparelho necessita para funcionar, com até 10 amperes ou entre 10 e 20 amperes.
- Com isso haverá a necessidade de mudanças nos projetos arquitetônicos das residências já que determinados aparelhos exigem tomadas com maior capacidade – explica Meirelles.
A mudança deve pesar no bolso do consumidor. De acordo com previsões divulgadas pelo Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos o consumidor brasileiro terá um gasto aproximado de R$ 500,00 para adaptar a nova legislação. Hoje são 12 tipos de plugues e 8 tipos de tomadas no mercado.
Pela legislação nova o prazo final para venda de aparelhos com plugues fora do padrão será julho de 2011. A partir de 1º de janeiro de 2010 fabricantes e importadores de aparelhos eletroeletrônicos não poderão mais fabricar e importar equipamentos com os plugues antigos.
Marcelo Matusiak
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