email
Senha
 

Informativo nº 07:

 

Preço do aço assusta: média global de 42,2%

  Protocolo de Kyoto une Brasil e Espanha
Produção industrial cresceu 8,3% em 2004   Mundo tem apenas de 10 A 20 anos para evitar catástrofe climática
 


Preço do aço assusta: alta média global de 42,2%



A principal matéria-prima da indústria de máquinas - o aço - tem seu custo aumentado abruptamente e assusta o setor, que em 2004 bateu recordes de exportação e teve o melhor desempenho de faturamento dos últimos nove anos.
Só no ano de 2004, o preço do aço subiu 100%. Em janeiro, foi reajustado em 15% de acordo com a Associação da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O repasse dos custos é considerado inevitável e provocará reflexo nas exportações e nas vendas internas, já que o aço representa 17% do custo médio de produção do setor.
A publicação inglesa "Metal Bulletin" , em estudos recentes, estima que os preços devam continuar elevados, caindo suavemente até o final do ano. Conforme o analista Luiz Caetano, do Banco Brascan, essa redução acontecerá por causa da entrada da China como exportadora de aço no mercado mundial, e explica: " A produção local de aço cresceu 23,2% em 2004. As tentativas do governo em reduzir o PIB não alteraram o ritmo da produção de aço no país. Esse crescimento forte, porém, poderá levar a China a se tornar inevitavelmente exportador do produto, o que é o grande temor das usinas estrangeiras " .
No Brasil, em 2004 os preços dos laminados a quente tiveram altas próximas de 80%. Para os demais produtos, os aumentos superaram 50%.
No mercado mundial, segundo o índice geral da CRU (Consultoria Internacional), os preços do aço dispararam, mas os aumentos se diferenciaram por região. O mercado em que os preços mais alcançaram altas foi o da América do Norte - 73,6%. A Ásia registrou a menor elevação de preços no período, de 18,9%. Na Europa, subiu 59,6%.
Dentre os produtos siderúrgicos pesquisados no mercado internacional, os aços planos lideraram com a maior elevação, de 50,8%. Os produtos longos subiram 36,8% e o aço inoxidável, 31,3%.
A siderurgia teve um ritmo de expansão alucinante em 2004 e com preços em forte elevação, com alta média global de 42,2% segundo o índice da CRU, no entanto, Caetano aposta numa alta em torno de 30% para o minério de ferro nas negociações que se encontram em curso das mineradoras com as usinas de aço.

topo



Produção industrial cresceu 8,3% em 2004
A produção industrial vem progressivamente crescendo nos últimos anos, mas foi em 2004 que teve o seu aumento mais significativo. Cresceu 8,3% em relação ao ano anterior, crescimento que atingiu o maior índice desde 1986 de acordo com os números divulgados pelo IBGE.
No ano passado, os setores de bens de consumo duráveis e de bens de capital lideraram a expansão da indústria. O primeiro acumulou crescimento de 21,8% e o segundo, de 19,7%.
A expansão da indústria em 2004 foi motivada pela alta das exportações e pelo aumento do crédito. Estima-se que, para 2005, com o fim do ciclo de endividamento dos consumidores, a liderança na expansão da indústria passe a ser mais exercida pelos bens de consumo não-duráveis. Isto porque o consumidor tem um limite de endividamento e quando atinge este patamar passa a focar as compras em produtos de menor custo, como alimentos, vestuário e medicamentos.

Confira os números:

Bens de consumo duráveis (21,8%)
- automóveis (27,6%)
- celulares (31,2%)
- eletrodomésticos (18,7%)

Produção de bens de capital (19,7%)
- máquinas e equipamentos para construção (38%)
- máquinas e equipamentos para transporte (25,6%)
- Importações de bens de capital (17,2%)

Produção de bens
•  intermediários (7,4%)
•  não duráveis (4%)

As taxas foram positivas em todos os subsetores desta categoria, com destaque para alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (5,7%), em especial cervejas e chope, e refrigerante. topo


Protocolo de Kyoto une Brasil e Espanha
Dia 16 de fevereiro, entrou em vigor no mundo todo o Protocolo de Kyoto, que dispõe sobre a emissão de gases poluentes. Para as nações ricas, uma das maneiras de obedecer aos limites de emissões desses gases é trabalhar dentro do chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, que pode ser considerado um mecanismo único dentro do protocolo que envolve a participação de países do chamado "Anexo 2" (nações em desenvolvimento).
Em visita oficial ao país no mês passado, o primeiro-ministro espanhol José Luiz Rodríguez Zapareto proporcionou a assinatura de um memorando de entendimento entre Brasil e Espanha. O documento assinado pelos dois países é um sinal de que ambas as partes pretendem colaborar para trabalharem juntas dentro do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Através dele, os países ricos podem cumprir suas metas de redução de emissões por meio da compra de certificados das nações emergentes ou de investimentos em projetos nesses países que contribuam para a estabilização das concentrações de gases que agravam o efeito estufa.
O Brasil já havia recebido propostas de acordo de diversos países, como Canadá, Itália, Holanda entre outros. O entendimento com a Espanha, no entanto, partiu de uma proposta vinda dos brasileiros, e levou em conta o fato da Espanha ser um dos países que mais cresceu recentemente na União Européia e um dos que mais precisarão utilizar as reduções certificadas de emissões.
Este acordo é, acima de tudo, um sinal de que ambos os lados estão dispostos a discutir as questões climáticas do mundo. Além disso, ele abre portas de comunicação entre os dois países.
topo


Mundo tem apenas de 10 a 20 anos para evitar catástrofe climática
A Rede Ação Clima, que reúne 340 ONGs e ecologistas, em evento realizado em homenagem à entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, aproveitou para dar mais uma vez o alerta de que o planeta sofrerá mudanças significativas em seu clima, e que devem ser tomadas providências imediatas.
O acordo internacional prevê a redução, por parte dos países industrializados, das emissões de gases que provocam o efeito estufa em 5,2% até 2012. Para limitar o aumento da temperatura mundial em até dois graus Celsius até 2100 e contarmos com uma margem de segurança, precisamos estabilizar a concentração de CO2 em 400 partes por milhão (hoje a concentração é de 379 partes por milhão). A Rede lembra que a comunidade mundial tem apenas de 10 a 20 anos para que estas mudanças climáticas não sejam catastróficas. topo

topo

Outros Informes:

Informe nº 10
Informe nº 11
Informe nº 12
Informe nº 13
Informe nº 14