Produção industrial cresceu 8,3% em 2004
A produção industrial vem progressivamente crescendo nos últimos anos, mas foi em 2004 que teve o seu aumento mais significativo. Cresceu 8,3% em relação ao ano anterior, crescimento que atingiu o maior índice desde 1986 de acordo com os números divulgados pelo IBGE.
No ano passado, os setores de bens de consumo duráveis e de bens de capital lideraram a expansão da indústria. O primeiro acumulou crescimento de 21,8% e o segundo, de 19,7%.
A expansão da indústria em 2004 foi motivada pela alta das exportações e pelo aumento do crédito. Estima-se que, para 2005, com o fim do ciclo de endividamento dos consumidores, a liderança na expansão da indústria passe a ser mais exercida pelos bens de consumo não-duráveis. Isto porque o consumidor tem um limite de endividamento e quando atinge este patamar passa a focar as compras em produtos de menor custo, como alimentos, vestuário e medicamentos.
Confira os números:
Bens de consumo duráveis (21,8%)
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automóveis (27,6%)
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celulares (31,2%)
- eletrodomésticos (18,7%)
Produção de bens de capital (19,7%)
- máquinas e equipamentos para construção (38%)
- máquinas e equipamentos para transporte (25,6%)
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Importações de bens de capital (17,2%)
Produção de bens
intermediários (7,4%)
não duráveis (4%)
As taxas foram positivas em todos os subsetores desta categoria, com destaque para alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (5,7%), em especial cervejas e chope, e refrigerante. topo
Protocolo de Kyoto une Brasil e Espanha
Dia 16 de fevereiro, entrou em vigor no mundo todo o Protocolo de Kyoto, que dispõe sobre a emissão de gases poluentes. Para as nações ricas, uma das maneiras de obedecer aos limites de emissões desses gases é trabalhar dentro do chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, que pode ser considerado um mecanismo único dentro do protocolo que envolve a participação de países do chamado "Anexo 2" (nações em desenvolvimento).
Em visita oficial ao país no mês passado, o primeiro-ministro espanhol José Luiz Rodríguez Zapareto proporcionou a assinatura de um memorando de entendimento entre Brasil e Espanha. O documento assinado pelos dois países é um sinal de que ambas as partes pretendem colaborar para trabalharem juntas dentro do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Através dele, os países ricos podem cumprir suas metas de redução de emissões por meio da compra de certificados das nações emergentes ou de investimentos em projetos nesses países que contribuam para a estabilização das concentrações de gases que agravam o efeito estufa.
O Brasil já havia recebido propostas de acordo de diversos países, como Canadá, Itália, Holanda entre outros. O entendimento com a Espanha, no entanto, partiu de uma proposta vinda dos brasileiros, e levou em conta o fato da Espanha ser um dos países que mais cresceu recentemente na União Européia e um dos que mais precisarão utilizar as reduções certificadas de emissões.
Este acordo é, acima de tudo, um sinal de que ambos os lados estão dispostos a discutir as questões climáticas do mundo. Além disso, ele abre portas de comunicação entre os dois países. topo
Mundo tem apenas de 10 a 20 anos para evitar catástrofe climática
A Rede Ação Clima, que reúne 340 ONGs e ecologistas, em evento realizado em homenagem à entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, aproveitou para dar mais uma vez o alerta de que o planeta sofrerá mudanças significativas em seu clima, e que devem ser tomadas providências imediatas.
O acordo internacional prevê a redução, por parte dos países industrializados, das emissões de gases que provocam o efeito estufa em 5,2% até 2012. Para limitar o aumento da temperatura mundial em até dois graus Celsius até 2100 e contarmos com uma margem de segurança, precisamos estabilizar a concentração de CO2 em 400 partes por milhão (hoje a concentração é de 379 partes por milhão).
A Rede lembra que a comunidade mundial tem apenas de 10 a 20 anos para que estas mudanças climáticas não sejam catastróficas. topo
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