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Taxa Selic
Pela oitava vez consecutiva, a taxa Selic foi elevada de 19,25% para 19,5% ao ano.
A persistência dos riscos de curto prazo e o aumento das expectativas de inflação para 2005, que continuam acima do objetivo perseguido pelo Banco Central (BC) com que o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) elevasse novamente a taxa de juros.
A autoridade monetária deixa aberta a possibilidade de voltar a elevar os juros na reunião de maio e ressalta que continuará a "acompanhar atentamente a evolução do cenário prospectivo para a inflação até a sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na estratégia da política monetária implementada desde setembro de 2004" .
As previsões para a inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), têm se mantido acima da meta (5,1%) perseguida pelo BC para 2005. Antes da reunião do Copom, as previsões do mercado apontavam para um IPCA de 6,10% neste ano.
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Redução de imposto deve conter alta de preços
A redução do imposto de importação para zero em 15 produtos siderúrgicos é uma tentativa de conter o aumento dos preços. Somente em 2004, o valor do aço saltou 70%.
É esperado que não haja redução do atual preço, pois as usinas não irão baixar os preços, o que se quer evitar é que o aumento de custo venha na mesma intensidade.
O fim do imposto pode representar uma igualdade de competitividade entre a indústria nacional e a estrangeira, mas se forem analisados fatores como o custo de frete e despesas portuárias, o produto importado, mesmo sem a taxa, pode não ser um bom negócio.
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Governo busca medidas para enfrentar aumento no preço do aço
Com a alta dos preços do aço ameaçando a economia do país, o governo busca medidas para reduzir as tarifas para importação de alguns produtos do aço, uma vez que, não é possível controlar os preços do metal.
A primeira medida do governo foi eliminar o imposto para importação do aço vindo de países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), que variava de 12 a 14%. Agora, a possibilidade de recorrer à resolução 69 do Mercosul que prevê a abertura total das importações de aço em caso de desabastecimento interno, também está sendo cogitada.
Os preços mundiais do aço estão sendo impulsionados em alta por causa da forte demanda da China e podem afetar a economia brasileira e pressionar a inflação, de modo a prejudicar o setor agrícola e pecuário, motor da economia nacional.
Os preços do aço se refletem nos preços de máquinas e equipamentos agrícolas e também na indústria automotora, de eletrodomésticos e na construção civil.
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Inflação alta continua
O Índice de Preços no Atacado (IPA), um dos componentes dos Índices Gerais de Preços (IGP), mais que dobrou o resultado de março, atingindo 1,43% em abril (pelo IGP-10).
Desta vez, ao invés de limitar-se ao comportamento dos preços agrícolas, há uma forte aceleração do IPA industrial, de 0,03% em março para 0,82% em abril.
Os produtos industrializados no atacado devem acelerar, dizem os analistas, mantendo as variações de IPA elevadas. Mas, quanto aos repasses do atacado para o varejo, a velocidade e a intensidade são menores no caso dos preços industriais, como aço. Assim, a deterioração das projeções para o IPCA em 2005 - um dos elementos que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) está considerando desde ontem -, vem da rápida incorporação de choques na cadeia de alimentos, como o decorrente da estiagem na região sul do país. Ou seja, as projeções a cada semana, piores, ainda não incorporam as pressões na indústria.
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