Energia geotérmica pode ser solução
Pesquisa pioneira feita pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo) revela que o Brasil esconde no subsolo um potencial energético estimado em 3 mil megawatts. No entanto, o país utiliza apenas 150 megawatts desta energia, a maioria em balneários para o lazer.
Em países com atividade vulcânica (ou que tinha no passado geológico recente), o potencial geotérmico é incomparável. Como o Brasil não possui tal atividade - infeliz somente neste ponto -, a energia geotérmica ainda é baixa. A geotermia é o calor que permaneceu desde a formação da Terra, há 4,6 bilhões de anos. A este calor, soma-se a energia liberada por átomos radioativos que se desintegram.
O processo de captação é feito através de perfurações feitas no solo que chegam a até 2 mil metros. São águas provenientes de chuvas que se infiltram no solo e, ao serem aquecidas, tendem a retornar à superfície. Em regiões vulcânicas ou de rochas com boa condutividade térmica, a temperatura dessas águas chega aos 300ºC, sob pressões elevadas.
As regiões mais promissoras são Fernando de Noronha e Trindade, vulcões adormecidos há 1,8 milhão de anos. Nestas ilhas, a temperatura da água chega a 150ºC.
O primeiro poço perfurado no país foi em Presidente Prudente, com 1.400 metros de profundidade. Ele produz 100 mil litros por hora a 63º C. O segundo poço tem profundidade de 1.900 metros e produz cerca de 250 mil litros/hora a 68º C.
Com os problemas advindos das atuais formais de captação de energia, a geotermia torna-se promissora. Relativamente barata e inesgotável, ela é considerada uma fonte limpa de energia. Cabe agora aguardar iniciativas privadas ou governamentais.
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